Engenhos de Farinha

Engenhos de Farinha

Ponto de Cultura | Economia Viva

Proponente: Cepagro - Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo ()

(48) 3334-3176

Site oficial: http://engenhosdefarinha.wordpress.com/


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  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 10 de December de 2013, às 14:39 Link permanente | Responder  

    PdC Engenhos de Farinha traz a discussão sobre segurança alimentar para a escola 

    texto e fotos Carú Dionísio

     

    Patrimonio- SUL DA ILHA

    “Eu não sei se sou obeso, eu sou?”, pergunta o estudante Nathan da Luz, de 10 anos. Intrigado com as informações do documentário Muito Além do Peso que relacionam a obesidade com vários problemas de saúde, o menino quer saber como poderia avaliar sua massa corporal. O filme foi exibido na escola de Nathan – a EBM Dilma Lúcia dos Santos, na Armação, em Florianópolis – durante o quarto seminário do ciclo Patrimônio Agroalimentar em Debate, promovido pelos Pontos de Cultura Engenhos de Farinha/Cepagro  e Baleeira na última terça, 3 de dezembro. Com o tema Sul da Ilha unido pela Segurança Alimentar, o evento reuniu alunos e professores da escola, nutricionistas, representantes dos conselhos municipais e estaduais de Segurança  Alimentar e Nutricional e de Alimentação Escolar, além da Secretaria Municipal de Educação e da Rede Ecovida de Agroecologia e membros da comunidade local para aprender mais e discutir a qualidade da alimentação no contexto escolar.

     

    A equipe do PdC e a nutricionista Ellen Magagnin discutem o filme “Muito Além do Peso” com os alunos da EBM Dilma Lúcia dos Santos

    A preocupação de Nathan não é isolada: uma pesquisa recente do Departamento de Nutrição da UFSC aponta que a obesidade já alcança quase 10% das crianças de 6 a 10 anos em Santa Catarina. Só em Florianópolis, 18% dos meninos e meninas nesta faixa etária apresentam sobrepeso, mostrando como a ingestão mínima (e, como mostrou o documentário, muitas vezes excessiva) de calorias nem sempre é sinônimo de alimentação de qualidade. A Lei das Cantinas, que proíbe a venda de salgadinhos industrializados, chicletes e refrigerantes nas escolas de educação básica e foi aprovada em 2001, já visava combater os malefícios do consumo destes alimentos pelos estudantes. “Mas eles ainda são vendidos em frente da escola, sem falar na propaganda que as crianças veem na TV. Além disso, são alimentos baratos e gostosos”, afirma a nutricionista da SEPAT (empresa que presta assessoria nas unidades educacionais da Prefeitura de Florianópolis) Ellen Magagnin. “Educação alimentar ainda é um trabalho de formiguinha”, completa Ellen, que mediou o debate sobre Muito Além do Peso com quase 80 alunos do 2º ao 5º ano da escola durante o evento.

    Algumas informações do documentário, como a quantidade excessiva de açúcar presente nos refrigerantes e a gordura nos salgadinhos industrializados, chamou a atenção dos estudantes.

    Algumas informações do documentário, como a quantidade excessiva de açúcar presente nos refrigerantes e a gordura nos salgadinhos industrializados, chamou a atenção dos estudantes.

    Brincar e fazer oficinas com a comida já contribui bastante para este trabalho, de acordo com a nutricionista Etel Matielo, que atende os centros de saúde do Sul da Ilha e também debateu o documentário com os estudantes, mas na parte da tarde. “É importante trazer magia para a alimentação, desafiando as crianças a provar coisas novas em brincadeiras e oficinas. Mas o principal é garantir o acesso ao alimento saudável”, avalia a nutricionista. Buscando desenvolver esta reflexão lúdico-pedagógica sobre os alimentos, o PdC Engenhos de Farinha vem realizando as Oficinas do Gosto durante suas atividades. Neste seminário não foi diferente: depois de assistir ao documentário, as crianças experimentavam os aromas e texturas de diversos alimentos, acompanhadas pela equipe do PdC: Gabriella Pieroni, Flora Castellano e Rafael Beghini.

    Aguçar os cinco sentidos através dos alimentos é um dos objetivos das Oficinas do Gosto, atividade de educação alimentar que o PdC vem realizando regularmente

    Descobrindo os alimentos através do tato.

    O evento foi uma oportunidade para experimentar novos sabores na merenda escolar, comemorando também o Terra Madre Day, a celebração anual do Movimento Slow Food do alimento bom, limpo e justo. Os chefs do Convivium Mata Atlântica/Slow Food Philipe Bellettini e Fabiano Gregório coordenaram a preparação do almoço e do lanche da tarde da escola, utilizando exclusivamente ingredientes orgânicos. Hambúrguer de beterraba com pesto, risoto de espinafre com cenoura e salada de alface com morango foram alguns dos pratos que trouxeram outro colorido para o refeitório e despertaram a curiosidade das crianças.

    Hambúrguer de beterraba, risoto de espinafre com cenoura e salada de alface com morango foram alguns dos pratos inventados pelos chefs do Slow Food que despertaram a curiosidade das crianças.

    O estudante Eduardo Homem, de 8 anos, quer ser chef quando for adulto. Seu interesse o levou à cozinha da escola, onde o graduando em Gastronomia Diogo Pires lhe mostrou um pouco da preparação do almoço Slow-Food.

    A maioria dos ingredientes eram do Box 721 da Ceasa/SC, assim como da Rede de Engenhos Artesanais de Farinha de Mandioca. “Também usamos berinjelas, cenouras, cebolinha e alface da horta da escola”, conta Fabiano. Ambos estavam cozinhando numa escola pela primeira vez, e avaliaram positivamente a vivência: “A recepção das merendeiras foi ótima, elas demonstraram muito interesse na troca de experiências e isso foi fundamental para o sucesso do evento”, afirma Philipe. Além da equipe da escola e dos slow-chefs, dois graduandos em Gastronomia da Assesc também participaram do preparo das refeições. Um deles era Diogo Pires, que afirma que “estes eventos são importantes para desconstruir o glamour da profissão de chef, para que os estudantes possam se envolver mais com o lado social dela”.

    A equipe de merendeiras da escola, slow-chefs e graduandos em Gastronomia que prepararam o almoço do dia, junto com a coordenadora do PdC Gabriella Pieroni.

     

    A importância da segurança alimentar na escola não foi afirmada só no refeitório da EBM Dilma Lúcia dos Santos, mas pautou também o painel da tarde, que reuniu representantes do Consea (Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional), do CAE (Conselho Estadual de Alimentação Escolar), do COMAE (Conselho Municipal de Alimentação Escolar), da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, da Rede Ecovida de Agroecologia e do Box 721 da Ceasa.

    “É preciso desmistificar a noção de o que é saudável não é gostoso”, disse a nutricionista Sanlina Hulse, coordenadora do Programa Educando com a Horta Escola e a Gastronomia em Florianópolis. Ela trouxe várias informações sobre a legislação que envolve a alimentação escolar, mostrando como o fornecimento de produtos pode ser um tema delicado. “Todos os alimentos podem conter perigos físicos, químicos e biológicos”, afirma.

     

    O agricultor José Furtado, de Garopaba, fornece pão, geleia, frutas e hortaliças para a merenda escolar do seu município. Sua propriedade, 100% ecológica, é certificada pela Rede Ecovida de Agroecologia. “Seria ótimo se os municípios comprassem mais produtos orgânicos para as escolas. Em Garopaba é assim, quando minha filha for para a escola eu vou saber que ela está comendo algo sem veneno”, disse.

     

    Flora Goudel, articuladora de comercialização do Cepagro, falou sobre as possibilidades e limites do fornecimento de produtos orgânicos para a alimentação escolar via Box 721 da Ceasa. Ela avalia que a logística de distribuição – que pressupõe a entrega de itens em 120 pontos diariamente – é um dos principais entraves.

     

    O painel foi seguido por um momento especial, em que 4 empreendedores do Sul da Ilha foram homenageados por suas diferentes contribuições para a Segurança Alimentar e Nutricional na região: João Argenta, representando o Mercado Morro das Pedras, que compra produtos do Box 721 da Ceasa; o casal Marilene e Valdir Vieira, donos do restaurante Vieira que serve pescado e cerveja artesanais locais; Myrian Luiz, produtora com uma banca no Sacolão do Sul da Ilha e também organizadora da Feira dos Cacarecos da Armação e Pavitrii Silva, dona do empório e restaurante Flor do Grão, no Campeche.

    Homenageada durante o seminário, a produtora Myrian Luiz afirma que pretende organizar uma feira de produtos orgânicos na Armação. “Não para ganhar dinheiro, mas para termos acesso ao alimento saudável”, afirma.

    O casal Valdir e Marilene mantém o restaurante Vieira há 36 anos. “Priorizamos o pescado artesanal da Armação”, conta a empresária.

    O Seminário também marcou a celebração do Terra Madre Day.

     
  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 27 de November de 2013, às 17:44 Link permanente | Responder  

    PdC levanta a discussão sobre Segurança Alimentar no Sul da Ilha 

    No quarto seminário do ciclo Patrimônio Agroalimentar em Debate, promovido pelos Pontos de Cultura Engenhos de Farinha e Baleeira e Cepagro no dia 3 de dezembro na E.B.M. Dilma Lúcia dos Santos, em Florianópolis, representantes de várias instâncias da sociedade irão discutir a qualidade da alimentação no contexto escolar.

    Considerado pela ONU como um problema de saúde pública, o excesso de peso vem atingindo também o público infantil: uma pesquisa recente do Departamento de Nutrição da UFSC aponta que a obesidade já alcança quase 10% das crianças de 6 a 10 anos em Santa Catarina. Só em Florianópolis, 18% dos meninos e meninas nesta faixa etária apresentam sobrepeso, mostrando como a ingestão mínima de calorias nem sempre é sinônimo de alimentação de qualidade. Buscando contribuir para a discussão sobre segurança alimentar e nutricional no contexto escolar, os Pontos de Cultura Engenhos de Farinha e Baleeira e o Cepagro promovem o 4º seminário do ciclo Patrimônio Agroalimentar em Debate, com o tema Sul da Ilha Unido pela Segurança AlimentarO evento será realizado no dia 3 de dezembro a partir das 13h30, na Escola Básica Municipal Dilma Lúcia dos Santos, na Armação, em Florianópolis.

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    Na programação, haverá a exibição do documentário Muito Além do Peso, que será comentado por uma nutricionista, além do painel Segurança Alimentar e Nutricional no Contexto Escolar, com representantes dos conselhos municipais e estaduais de Segurança  Alimentar e Nutricional e de Alimentação Escolar, além da Secretaria Municipal de Educação e da Rede Ecovida de Agroecologia (que reúne cerca de 3 mil famílias de agricultores ecológicos no Sul do Brasil). O evento vai terminar com uma homenagem para pessoas que contribuem para a qualidade da alimentação do sul da ilha, como donos de restaurantes e mercados que comercializam alimentos orgânicos ou feitos com matérias-primas locais. E a qualidade da alimentação não vai ficar só no debate: também estará na mesa da Escola Dilma Lúcia, que neste dia terá o almoço e o café da tarde preparado por chefs do Movimento Slow Food Fabiano Gregório e Philipe Bellettini, que utilizarão somente alimentos orgânicos nas receitas. A participação dos gastrônomos do Slow Food marcará também a comemoração do Terra Madre Day, uma celebração anual do Movimento ao alimento bom, limpo e justo.

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    A temática da discussão sobre segurança alimentar e nutricional já faz parte dos projetos de Agricultura Urbana do Cepagro e também do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha há alguns anos. No âmbito do Programa Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia, por exemplo, que é assessorado pelo Cepagro na rede municipal de Ensino de Florianópolis, a educação alimentar é um dos eixos de trabalho. Além disso, no contexto das Oficinas do Gosto promovidas pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, as crianças vivenciam novos sabores e aromas dos alimentos enquanto aprendem também sobre a importância da preservação do patrimônio histórico-cultural representado pelos engenhos de farinha artesanais.

    Programação:

    • 12:00 – Almoço Slow Food – Convivium Mata Atlântica, Quinta das Plantas
    • 13:30 – Apresentação da proposta para o período da tarde
    • 14:00 – Exibição do documentário “Muito Além do Peso”
    • 15:30 – Debate aberto – mediação da nutricionista Etel Matielo, do Posto de Saúde da Armação
    • 16:00 – Café Slow Food
    • 16:30 – Painel A Segurança Alimentar Nutricional (SAN) no contexto escolar
      • Juliana Luiz – Representante do CONSEA (Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional) – As ações do Consea para a SAN e AU
      • Gisa Garcia – CAE (Conselho Estadual de Alimentação Escolar) – O papel do CAE e as ações em alimentação escolar
      • Suzana Pauli – COMAE (Conselho Municipal de Alimentação Escolar)
      • Sanlina Hulse – Coordenadora de Nutrição e Gastronomia do PEHEG (Projeto Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia)
      • José Furtado – Agricultor da Rede Ecovida de Agroecologia -Experiência como fornecedor de merenda escolar
      • Flora Goudel – Articuladora de Comercialização do CEPAGRO – Possibilidades e limites para o abastecimento de alimentos orgânicos na alimentação escolar via Box 721 da Ceasa
    • 17:30 – Debate aberto.
    • 18:30 – Premiação de iniciativas que contribuem para a SAN no Sul da Ilha: -
    • Restaurantes: Flor do Grão (Campeche), Restaurante Vieira (Armação).
    • Mercados: Morro das Pedras e Casarão
    • Atores locais: Myrian Luiz (produtora – Sacolão do sul da ilha – Armação)
    •  19:00 – Fechamento/Apresentação cultural
     
  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 23 de October de 2013, às 11:34 Link permanente | Responder  

    Ponto de Cultura Engenhos de Farinha dá oficina no 7º Encontro dos Sem-Terrinha 

    Realizado entre os dias 10 e 12 de outubro, o Encontro reuniu 350 crianças de assentamentos da Reforma Agrária em Santa Catarina na UFSC. Na programação, além de atividades culturais e de intercâmbio com projetos sociais urbanos, os meninos e meninas participaram de 24 oficinas com temas ligados a arte, agroecologia e educação na 5ª feira (10/10). Nesta parte do evento o chef do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha/ Slow Food Fabiano Gregório e os técnicos do Cepagro Gisa Garcia e Alexandre Cordeiro contribuíram abordando a percepção sensorial dos alimentos e práticas de agricultura urbana.

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    Quinze crianças de assentamentos de Curitibanos, Campos Novos e Ponte Alta testaram suas aptidões sensoriais durante a Oficina do Sabor. A atividade, que já se tornou uma rotina durante os eventos do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, busca estimular os cinco sentidos dos participantes através do contato com diferentes alimentos. De olhos vendados – e por isso com os sentidos mais aguçados -, as crianças degustaram suco de uva, beiju e balas de banana, tatearam frutas e sentiram o cheiro de café.

    O objetivo da prática era que elas adivinhassem quais eram os alimentos presentes ali, e a maioria dos meninos e meninas descobriram quase tudo o que estavam provando. A exceção foi o beiju, que várias crianças disseram não conhecer ou não gostar. “Eu também não gostei muito da bala de banana”, disse Ana Paula dos Santos, de 13 anos. Moradora do assentamento Neri Fabres, em Curitibanos, ela iria conhecer outra novidade durante o Encontro: o mar, já que na programação também estava prevista uma confraternização na Praia do Forte. Junto com o irmão Gustavo, de 8 anos, ela estava visitando a costa pela primeira vez. “Tem gente que diz que às vezes o mar fica branco, outras está mais azul. Quero ver como que é”, contou.

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    Enquanto cada participante da Oficina do Sabor conversava individualmente com Fabiano, os outros companheiros desenhavam e contavam histórias sobre os alimentos que são comuns nos seus assentamentos, junto com as monitoras Marivane dos Santos, Suzimara Garcia e Neusete de Arruda. Após a atividade, as crianças saborearam um pic-nic agroecológico com alguns dos alimentos que foram degustados, além de pão integral e geleia orgânica. Esta foi uma oportunidade para verificar qual a percepção que eles tinham do que é alimento orgânico. A resposta unânime foi: “Aquele que não tem veneno!”.

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    Na oficina de Agricultura Urbana, ministrada pelos agrônomos Gisa Garcia e Alexandre Cordeiro, da equipe técnica do Cepagro, junto com duas agrônomas do Laboratório de Educação do Campo e Estudos da Reforma Agrária (Lecera-UFSC), os integrantes construíram uma horta suspensa usando garrafas PET, onde plantaram hortaliças e temperos. Os técnicos abordaram todo o passo a passo de construção da horta de forma lúdica, mesclando jogos de adivinhação dos nomes das mudas, por exemplo. Nesta atividade as crianças também acertaram a maioria das respostas. “A única planta que elas não conheciam era o manjericão”, disse Gisa Garcia.

    A horta foi instalada nas grades da janela da diretora do Restaurante Universitário, que se comprometeu a cuidar dela. A ideia da atividade, de acordo com Gisa, era mostrar que é possível cultivar alimentos mesmo quando há restrição de espaço (como é o caso das áreas urbanas), além de avaliar a compreensão deles acerca das vantagens de plantar alimentos na cidade.

    Encontro reuniu na UFSC 350 crianças de assentamentos do MST em Santa Catarina. Foto: Wagner Behr (Agecom / UFSC)

    Encontro reuniu na UFSC 350 crianças de assentamentos do MST em Santa Catarina. Foto: Wagner Behr (Agecom / UFSC)

    Ao conjugar o lúdico com o educativo, as oficinas atendem a dois objetivos que estão sempre presentes nos Encontros dos Sem-Terrinha. “Sempre juntamos estudo, diversão, luta e intercâmbio com as crianças do urbano”, explica Revero Ribeiro, da comissão organizadora do evento. Nos dois últimos tópicos, as crianças construíram uma pauta de reivindicações para o governador Raimundo Colombo a partir de uma discussão realizada na manhã de 5ª feira sobre as condições das escolas e de qualidade de vida nos assentamentos da Reforma Agrária. O debate foi sistematizado em um documento entregue para o governador na 6ª (11/11). Neste dia eles também visitaram o Instituto Vilson Groh, para conhecer as crianças que participam de projetos sócio-educacionais em bairros desfavorecidos de Florianópolis, como o Morro do Mocotó e o Monte Serrat.

     
  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 3 de May de 2012, às 20:21 Link permanente | Responder
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    Curso itinerante de vídeo inicia neste fim de semana 

    Com 4 encontros em diferentes comunidades da Ilha de Santa Catarina, perfazendo carga horária de 32 horas, o Curso Básico Itinerante de Vídeo terá início no próximo sábado (05/05), no Engenho dos Andrade (Sto. Antonio de Lisboa).

    O Curso é organizado pela equipe do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, em parceria com Alex Vailatti (pós-doutorando em Antropologia Visual) e Rafael Boeing (bacharel em cinema e historiador). Ambos tem no currículo experiência em oficinas de vídeo para jovens em contextos diferenciados, a exemplo de comunidades na África do Sul (Alex) e o Centro Cultural Escrava Anastácia, no Maciço do Morro da Cruz em Florianópolis (Rafael).

    Da síntese com o Ponto de Cultura, foi traçado um percurso de linguagem que pretende despertar os olhares sobre o urbano e rural, captando as transformações dos espaços e a própria dinâmica de existência dos Engenhos. Das comunidades que sediam os encontros, 3 possuem Engenhos históricos na Ilha de Santa Catarina: Santo Antonio de Lisboa, Costa da Lagoa e Sertão do Peri. A conclusão do curso terá como resultado um vídeo produzido durante os encontros.

     
  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 19 de March de 2012, às 18:29 Link permanente | Responder
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    Abertura da III Conferência Municipal de Cultura lança editais 2012 

    O grupo de choro Ginga no Mané sonorizou a entrada de artistas e produtores de cultura no Centro de Eventos da UFSC  para a abertura da  III Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis. Enquanto os chorões tocavam o  hino “Rancho de amor à ilha” foram colorindo a platéia do auditório os representantes das mais diversas áreas culturais da cidade.

    Grupo Ginga do Mané abriu a solenidade

     

    A mesa oficial de abertura, composta pelo prefeito Dário Berger, representantes do Ministério da Cultura, Fundação Franklin Cascaes, Secretarias de Educação e Saúde, empresários, representantes da sociedade civil,artistas e produtores de cultura, trouxe as falas de boas-vindas e abertura do evento.

    O secretário municipal de educação, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, apresentou as ações de 2011 no processo de constituição do Fundo Municipal de Cultura. Essas ações desembocaram nos “editais 2012″, que foram lançados na oportunidade de sua fala. O secretário aproveitou para convocar o público a  apresentar suas propostas, frisando que os editais fazem parte não apenas de uma “política de governo, mas sim de uma política de estado”. Os editais do Fundo Municipal de Cultura funcionam de forma independente das demais leis de incentivo, e suas inscrições estarão  abertas de 4 a 11 de Maio.

    As falas de abertura foram otimistas quanto à importância desta III Conferência Municipal de Cultura, especialmente no sentido de  garantir um processo democrático na elaboração do Plano Municipal de Cultura.  Em sua fala inicial, o prefeito Dário Berger ressaltou que “ uma cidade não se constitui apenas de elevados e ruas, mas também de música, poesia e produção cultural”. Que assim seja.

    Ao final das falas,  o chorinho voltou a alegrar o ambiente envolto em números e cifras de investimentos destinados a projetos culturais. A intervenção musical fez a transição da solenidade de abertura para o painel “A cultura como pilar estratégico do desenvolvimento do município.’

    A mesa que deu voz às representações de segmentos do município, deixou evidente a diversidade cultural que existe em  Florianópolis, e abriu espaço para os Pontos de Cultura, que foram representados pelo Pontão Ganesha e pela Barca dos Livros. Na plateia, mais pontos acompanhavam o evento.

     

    Texto escrito por Gabriella Pieroni – Ponto de Cultura Engenho de Farinha – e foto do Coletivo Sem Fronteiras, que participam da Cobertura Colaborativa da III Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis – Coordenação: Pontão Ganesha.

     
  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 8 de February de 2012, às 19:15 Link permanente | Responder
    Tags: Cultura&Gastronomia, , Slow Food   

    Ponto de Cultura Engenhos de Farinha realiza evento integrante da agenda mundial do Slow Food 

    Dia da Terra Madre 2011, junto a outros 1022 eventos ao redor do mundo, foi realizado localmente  no engenho de Celso e Catarina Gelsleuchter, pertencente ao Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, em Angelina (SC). Oficina de produção de açúcar e melado, almoço com matérias-primas de várias partes de SC e Seminário Ponto de Cultura/Slow Food compuseram a programação do dia, que contou com mais de 110 participantes.

    Saibam mais nas 3 postagens abaixo:

    http://engenhosdefarinha.wordpress.com/2012/02/08/oficina-de-melado-e-acucar-adoca-a-manha-do-dia-daterra-madre/

    http://engenhosdefarinha.wordpress.com/2012/02/08/ponto-de-cultura-e-slow-food-reafirmam-sua-parceria-no-dia-da-terra-madre-em-sc/

    http://engenhosdefarinha.wordpress.com/2012/02/08/seminario-com-farta-pauta-de-discussoes-em-angelina/

    VEJA AQUI O ÁLBUM DE FOTOS COMPLETO

     
  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 24 de November de 2011, às 17:36 Link permanente | Responder
    Tags:   

    Agroecologia, cultura e saneamento ecológico em um Engenho de Farinha 

     

    Mini-Curso Banheiro Seco – Garopaba

    A construção do banheiro seco no Engenho da Encantada (Garopaba) através do mini-curso uniu duas etapas das ações do nosso Ponto de Cultura neste semestre. Uma delas é a restauração dos Engenhos para viabilizar o recebimento de visitantes e eventos culturais, valorizando os potenciais sustentáveis de cada um e atendendo as manifestações e demandas de seus proprietários. O engenho do Zezinho é um espaço agroecológico local, já que ele produz e fornece alimentos orgãnicos para a Merenda Escolar e feiras de sua região.

    LEIA MAIS E VEJA AS FOTOS

     

     

     
  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 24 de November de 2011, às 17:33 Link permanente | Responder
    Tags:   

    Arte, cultura e agroecologia no Engenho da Costa da Lagoa 

     

    Costa da Lagoa – Oficina Ponto de Cultura (fotos: Elias)

    Desde muitas décadas da sua História recente, o Engenho não tinha em seu entorno espécies de mandioca plantadas, devido ao abandono da agricultura nesta comunidade, que já foi um dos “celeiros” da ilha. Plantadas pelas mãos da mais nova geração da Costa, as ramas de mandioca servirão de amostras deste cultivo no engenho que recebe visitas constantes de turistas. O aipim também estava presente na mesa de café juntamente com outras iguarias locais preparadas pelas cozinheiras da escola e servidas no jardim do engenho numa farta celebração.

    LEIA MAIS E VEJA AS FOTOS

     
  • Engenhos de Farinha

    Engenhos de Farinha 26 de September de 2011, às 17:51 Link permanente | Responder
    Tags: , , Festa do Divino   

    O Museu de Farinha Contemporânea de Florianópolis 

     Quem foi à Divina Farinhada* em Santo Antônio de Lisboa e gosta de uma boa prosa de beira de forno pôde notar que a  festa ultrapassa a repetição dos rituais tradicionais da comunidade proporcionando por excelência um espaço de reflexão desta cultura que ganha novos significados a cada ano que passa.

    Divina Farinhada 2011

    por Gabriella Pieroni – Ponto de Cultura Engenhos de Farinha

    As crianças corriam por todos os lados enfeitiçadas pelos bois e pela farinha que saia quentinha do forno, as mulheres exibiam orgulhosas no balcão suas deliciosas iguarias feitas a partir da mandioca, o palco montado no pátio trazia as atrações da música popular ilhéu. Enquanto isso, a conversa rolava solta na Divina Farinhada e seguiu até altas horas após o último forneio da farinha. Uns abraçados aos “fusos” do engenho outros sentados sobre os “coxos”, fazendo de mesa partes da “prensa” na apreciação do pirão d água, rodas de prosa circundavam as peças do museu histórico, que naquela noite ganharam alma revestindo-se de especial utilidade no feitio artesanal da farinha.

    Nesse saragaço todo não teve quem não contou a sua história, afinal “Nosso colchão era a esteira!” lembrou Manoel Luiz Gonzaga, revivendo memórias da família nativa do “Caminho do Velhaco” atual Rua Aldo Queirós. Manoel aproveitou a ocasião para se encontrar com o amigo José Zeno De Andrade e botar em dia questões da comunidade que envolve a dinâmica desta tradição. Ambos fazem parte do grupo de doze pessoas que a cerca de uma década movimentam o “Engenho do Djalma” que foi montado na intenção de continuar fazendo a farinha como antigamente, a exemplo da família Andrade.

    A mobilização é responsável por cerca de 3000 metros quadrados de roças de mandioca plantadas no morro de Santo Antônio de Lisboa, nesta ilha que mesmo em plena urbanização insiste em se manter rural. “A rama da mandioca nativa foi perdida, mas temos hoje o aipim “pêssego”, ”vassourinha” e também a “amarelinha”, se referindo as variedades de mandioca plantadas por eles. As roças são mantidas nas áreas tradicionais de plantio, para não prejudicar a Mata Atlântica. Um dos conflitos para o retorno da agricultura nestes locais é o fechamento dos antigos caminhos que davam acesso às plantações como o “Caminho da Piteira” bloqueado pela construção de um condomínio,que vêm sendo reivindicado por moradores da comunidade, conta Manuel.

    A paixão pela memória dos engenhos de farinha é mesmo notável, mas não deixa de expressar questões do processo histórico recente de muitas comunidades da ilha que passaram  pela transição brusca da economia de subsistência para um quase total abandono da pesca artesanal e agricultura familiar. Estas práticas que pareciam estar sendo perdidas voltam a ser incorporadas ao cotidiano de Santo Antonio de Lisboa somando novos significados para a cultura e economia local, que hoje se apóia no turismo, resistindo aos modelos de desenvolvimento mais impactantes. Não é por acaso que ao chegar à comunidade o turista é prontamente convidado a conhecer o Museu Histórico Casarão dos Andrade como é denominado o complexo composto pelo antigo casarão, pátio e engenhos de farinha e cana-de-açúcar.

    “Aqui é um museu, mas é um museu vivo” comenta durante a festa,entre um bejú e outro,José Roberto de Andrade, 40 anos, que com o irmão Cláudio reavivam  a cultura dos engenhos em Santo Antônio. Beto se dedica a pesquisa dos saberes da construção de peças de engenhos, para isto já esteve percorrendo outras localidades do litoral para aprender técnicas que estão sendo perdidas.

    A Divina Farinhada, ao reacender o forno deste engenho esquentando a prosa destas pessoas comprova as palavras de Beto quanto à característica do engenho-museu, um museu vivo da cultura ilhéu. Também deixa transparecer que a vivacidade desta cultura não é em si isenta de conflitos,“ Eu não sei dizer se é uma cultura ou uma tradição, porque para os antigos isso era apenas trabalho, e para nós, o que é?” Desabafa Beto  refletindo com o grupo de amigos e parentes sobre a construção da própria identidade. Revelando-se um Museu da Farinha Contemporânea de Florianópolis, o espaço da Divina Farinhada, após a retirada dos bois e o apagar da chamas do forno serve também de integração entre mais seis engenhos do litoral catarinense. Juntos formam o Ponto de Cultura Engenhos de Farinha iniciativa que valoriza o modo de vida relacionado aos engenhos tradicionais de farinha, apoiando agricultores que em sua maioria ainda vivem desta produção, mantendo estes saberes e locais. As atividades incentivam o agroturismo e as vivências culturais nos engenhos além do fortalecimento destes no movimento internacional “Slow food” que valoriza tradições culinárias regionais como proposta política e ambiental. Na interseção entre a prática do agroturismo, da agroecologia e da cultura estas comunidades vivem suas tradições em sintonia com seu tempo. O nativo de Santo Antônio de Lisboa que acompanha pelo seu Portal de notícias “on line” a cobertura da Festa do Divino 2011 também mostrou nesta “Divina Farinhada” que para se manter moderno é essencial não esquecer a sua História.

    *realizada em 03/09/2011

     
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