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  • Agência Ganesha

    Agência Ganesha 7 de April de 2012, às 10:27 Link permanente | Responder
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    Relato sobre a primeira Reunião Temática – Redesenho do Cultura Viva 

     

    Primeira Reunião Temática - dias 26 e 27 de março

    Caros ponteiros de todo o Brasil, faço aqui meu relato pessoal sobre o primeiro encontro presencial do Redesenho do Programa Cultura Viva, ocorrido em Brasília em 26 e 27 de março de 2012. Como ele acontece na semana posterior à reunião, tive tempo para processar o grande volume de informações que um encontro desse porte e dessa dinâmica produz.

    Logo na chegada, tivemos a notícia do atraso do Metre Lula, em virtude de um problema com o avião, o que acarretou na sua presença somente no segundo dia do encontro. Também por isso, solicitamos que a chegada dos ponteiros fosse adiantada pelo menos num dia para evitar esse tipo de situação. O outro motivo foi termos um tempo maior para que pudéssemos nos organizar para a reunião. Reforço aqui uma frase recorrente de Andréia “… não temos a mesma estrutura que já tivemos. Estamos batalhando pelo Programa Cultura Viva para além de nossas forças…”.

    Guardadas as devidas proporções, me parece que a própria Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC  MinC) encontra-se numa posição semelhante. Dentro da estrutura governamental, dentro do próprio MinC, tem sido evidente certa fragilidade do programa; pessoalmente, isso ficou subentendido nas falas durante todo o encontro. Sociedade civil e Estado, cada um à sua maneira e de acordo com seus interesses, que fique bem claro, estão através desse Redesenho centrando forças para melhorar as coisas.
    Pois bem, no primeiro dia de trabalho, tivemos as apresentações iniciais, com falas de todos os presentes de uma maneira informal e prática, indo direto ao ponto. Tivemos Davy como nosso representante na mesa de abertura, que falou sem quaisquer restrições de tempo, assunto ou ordem de discurso, colocando nossa disposição em contribuir com o processo, questionando a terminologia “Redesenho”, e ressaltando a urgência de resoluções para os Pontos de Cultura de todo o Brasil. A Secretária Márcia Rollemberg mostrou-se preocupada com a construção de séries históricas a partir de dados sobre o Programa, colocando essa como uma das condições que o Estado prescinde para aprimorar sua política no setor. E, de fato, os dados por ela apresentados apesar de tentarem ser os mais fidedignos possíveis, têm certas diferenças em relação aos dados gerados pela própria Comissão nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC). Nesse ponto, destaco que mesmo nós não temos números consolidados que nos dêem uma visão macro do Programa.

    Durante a tarde, tivemos a fala do Frederico Barbosa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que trouxe a experiência das duas pesquisas sobre o programa num discurso que tentava conciliar a questão do método de pesquisa com a matéria humana com a qual é formado o Programa. E nesse ponto, percebo com muita clareza um de nossos papéis fundamentais nesse momento: contextualizar e humanizar a frieza dos números. Partimos de um ponto de vista que percebe a radicalidade dos problemas no cotidiano. Essa qualidade é nossa, dada à natureza do programa, da organização civil, da gestão compartilhada e da memória de acontecimentos, de erros e acertos que carregamos conosco como uma espécie de DNA do Programa Cultura Viva. Durante todas as nossas intervenções nos dois dias de encontro isso ficou muito evidente.

    Ainda à tarde, no momento em grupo, quando nos dividimos e nos fizemos representar em todos os grupos de trabalho, essa percepção acima descrita se mostrou verdadeira, como inclusive já foi relatado por outros companheiros. Nossa presença foi determinante para orientar as discussões propostas tendo em vista a diferença no nivelamento de informações entre os integrantes desses subgrupos. Sendo assim, pudemos fortalecer as posições defendidas pelos pontos de cultura de forma muito eficiente.

    No segundo dia de trabalho foi apresentado o resultado gerado pelos subgrupos, com presença maciça dos ponteiros como porta-vozes, travando após cada questão respondida um diálogo muito produtivo acerca das resoluções que poderiam ser geradas a partir das repostas. Nesse momento, achei interessante a intervenção dos representantes das demais secretarias e órgãos vinculados do MinC. Mesmo que não tenham atuação direta no Programa, não imagino transversalidade ou permeabilidade de políticas públicas sem que haja momentos como aquele, onde os atores institucionais sentam para atingir um denominador comum.

    Seguindo na programação do dia, tivemos uma fala da Valéria Labrea sobre o conceito de constituição e funcionamento das redes, assunto que será aprofundado em outras oportunidades. Mesmo assim, a partir dos exemplos apresentados pudemos vislumbrar quais seriam os meios de atuação do estado e da sociedade delineadas nas dinâmicas em rede, algumas mais autônomas, e outras com nós mais definidos e amarrados, trabalhando sobre aquilo que já está constituído. Em seguida, tivemos o momento de apresentação por região dos resultados colhidos através dos diálogos virtuais. A paisagem desses números é nossa velha conhecida, os problemas são praticamente os mesmos em todas as regiões, inclusive sendo repassadas dos convênios nacionais para os estaduais e municipais, ou seja, dificuldades com prestação de contas, conveniamento, fluxo de repasse das parcelas e gestão compartilhada são as mesmas em todo o Brasil. Importante ressaltar que houve baixíssima participação dos pontos de cultura na resposta ao formulário, algo compreensível, mas seria muito melhor se tivéssemos ampla participação dos Pontos de Cultura, como estamos sistematicamente conclamando.

    Das impressões finais, a Secretaria Márcia Rollemberg é muito ágil. No primeiro dia, à medida em que íamos discutindo ela estava adequando falas no formato de propostas, sempre com a anuência do interlocutor, mas dando um sentido prático para os discursos proferidos. A metodologia não funcionou direito e ainda era mudada repentinamente durante os trabalhos. Pode-se dizer que tivemos alguns momentos bastante confusos. Havia certo ruído na comunicação IPEA e SCC, e isso se refletiu, inclusive, na questão do streaming, que estava permitido, mas foi vetado na última hora.

    Considero que nosso comportamento como CNPdC foi exemplar: estávamos muito focados em nossa missão e preocupados em representar da melhor maneira possível os pontos de cultura. Em vários momentos do encontro ressaltou-se o respeito e o aprofundamento sobre os conceitos fundamentais do Programa Cultura Viva, da resolução dos problemas para a continuidade das ações de Pontos, Pontões e Ações, como Ação Griô, Ludicidade, Cultura e Saúde, entre outras. Importante esclarecer que o marco legal a ser trabalhado é a lei 8.666, mas numa “leitura generosa”, segundo as palavras da própria secretária, e com a Lei Cultura Viva, assim que for aprovada, sobre isso, foi sugerido que o legislativo também esteja presente no Redesenho.

    O saldo do encontro foi positivo. Não significa que tudo esteja resolvido, mas que há disposição em dialogar e construir coletivamente alternativas, na tentativa de constituir o Programa Cultura Viva como uma Política de Estado, mantendo seu DNA, dando vazão a sua diversidade de práticas e seu poder de transformação social. ”

    Gilson Máximo – Representante da Região Sul no GT do Redesenho do Programa Cultura Viva
    Fotos: Ministério da Cultura
    (Relato também disponível em Pontão Ganesha )
     
  • Comissão-PdSC

    Comissão-PdSC 9 de March de 2012, às 16:11 Link permanente | Responder
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    Fomulário do Redesenho – Importante Preencher 

    Pontos Catarina,
    Conforme já temos discutido a algum tempo estamos vivendo o Redesenho do Programa Cultura Viva.
    Temos uma tarefa importante para cumprir nesse momento que é de responder um formulário virtual que servirá de base para a discussão das reuniões presenciais dos dias 26 e 27 de março em Brasília.
    IMPORTANTE:
    Temos até o dia 13 de março para responder esse formulário:
    Abaixo colo e e-mail do IPEA solicitando o preenchimento do formulário.
    Vamos mobilizar!
    Gilson

    Prezad@s Pontos e Pontões do GT, bom dia!


    Abaixo segue o link do formulário que será a base das nossas discussões na Reunião dos dias 26 e 27/03. Pedimos que acessem o documento e se houver alguma dúvida por favor nos contatem – pode ser no redesenhoculturaviva@gmail.com, se preferirem – para que possamos divulgar este documento entre as redes e termos um procedimento padrão em relação ao sentido das questões. 
    As redes estão iniciando seu processo de mobilização e questionamento e isso é supersaudável e esperado e por isso acho importante termos todas as dúvidas esclarecidas para que possamos, também, esclarecer as questões pertinentes à reunião e às questões. Como temos somente até o dia 13/03 para que os pontos/pontões participem  sugerimos um trabalho pesado de divulgação do formulário tanto nas redes quantos nos maillings. No mais, estamos por aqui ;-)

    Abraços, 
    Equipe IPEA Redesenho.

    Você pode visualizar o formulário publicado aqui: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dEktQU91UGhENFhGd1lNcUhmbXp5SEE6MQ

    Redesenho do Programa Cultura Viva

     

     
  • Comissão-PdSC

    Comissão-PdSC 8 de March de 2012, às 11:47 Link permanente | Responder
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    Parecer sobre o Edital para seleção de Pontões – Programa Cultura Viva 

    Convidado a opinar sobre o edital de Pontões de Cultura de 2009 que corre risco de ser cancelado, o idealizador do Programa Cultura Viva, Célio Turino, emite opinião:

    Um Pontão de Cultura é um articulador, capacitador e difusor na rede Cultura Viva, seja por território ou temáticas, e seu conceito é estratégico para a construção do programa. Rompendo com a tradicional relação de subordinação e dependência da Sociedade em relação ao Estado, o conceito Pontão avança no caminho da Gestão Compartilhada entre Estado e Sociedade (em que as competências e soluções dos problemas são encontradas dentro da própria sociedade, que se potencializa em rede) e exercita fundamentos do Estado-Rede. Se o Ponto de Cultura significa a potencialização de micro-redes atuando no território e comunidades, o Pontão representa a meso-rede, ativando ainda mais a rede de Pontos de Cultura.

    Partindo deste conceito, desde 2005, foram conveniados inúmeros Pontões com os mais significativos resultados. Toda uma rede de cineastas indígenas, com produções premiadas, inclusive no exterior, foi alavancada a partir do Pontão Vídeo nas Aldeias. A capacitação em cultura digital e software livre entre os Pontos de Cultura também é resultado de uma atuação articulada dos Pontões de Cultura Digital. Assim como a extensão de grupos de Teatro do Oprimido por presídios, assentamentos rurais e demais Pontos de Cultura do país; ou a rede de Griôs e mestres da cultura tradicional, que chegou a beneficiar 120.000 estudantes do ensino fundamental, é resultado da transformação de um Ponto de Cultura em Pontão, o Grão de Luz e Griô, de Lençois, no interior da Bahia. São inúmeros exemplos que honram a construção do Cultura Viva; coisas boas e belas foram feitas a partir deste trabalho, que vai desde a disseminação do conceito Pontinho de Cultura (para a cultura lúdica e infantil) -que também nasce de um Ponto de Cultura, o Bola de Meia, em São José dos Campos, interior de São Paulo-, a TVs comunitárias, Difusão do livro e leitura, Cultura de Paz, entre outras relevantes temáticas.

    O edital de 2009, que foi o segundo específico para Pontões, cumpriu o papel de consolidar e ampliar este processo. No momento, a atual gestão do MinC tem apresentado críticas à forma de seleção e conveniamento do edital, gerando profunda instabilidade e apreensão na rede Cultura Viva. Fala-se até mesmo em anulação do edital e exigência de devolução dos recursos já aplicados pelas entidades. A alegação é quanto a inconsistências no processo. Gostaria de estar escrevendo sobre uma posição mais explícita e clara por parte do MinC, mas, como tem sido a tônica no último ano, as informações chegam por partes, em ilações e boatos, que depois se confirmam em cancelamentos de editais, como já aconteceu com três editais em 2011. Mesmo assim, dada a gravidade da situação, na condição de idealizador e gestor do programa durante seis anos, sinto-me no dever de me pronunciar.

    A primeira alegação refere-se ao questionamento do edital e processo seletivo por ele prever originalmente 40 Pontões e terem sido selecionados mais. Este argumento despreza cláusula prevista no próprio edital, que abre a possibilidade de seleção de um maior número de entidades e que, a bem do interesse público, este foi um esforço do MinC ao longo dos oitos anos do governo Lula em diversos editais e não há nada de errado com isso. O edital previa 40 Pontões ou R$ 14 milhões, com teto unitário para cada proposta no valor de R$ 350 mil/ano. Como se vê, havia um teto unitário; sendo que a maioria das propostas apresentadas tinha valor mais baixo, foi possível selecionar mais com o mesmo orçamento. Também houve um processo de negociação direta com proponentes para redução de custos após parecer técnico – sempre em comum acordo-, o que também resultou em mais dinheiro disponível. Este procedimento trouxe vantagem tanto para o Estado, quanto para a Sociedade e assim foi possível atender mais regiões e mais temáticas com o mesmo recurso. Também houve ampliação do orçamento do programa para 2010, possibilitando uma ampliação da seleção.

    Por que tanta crítica e ataque a um processo tão inclusivo como este? Fazer mais com menos recursos, por que esta política está sendo tão questionada pela atual gestão do MinC? Vale verificar os benefícios do processo. Em primeiro, nosso país é muito grande, são 27 estados e o distrito federal, 40 Pontões são insuficientes para atender um país do tamanho do Brasil. Havia temáticas que dependiam da constituição de uma rede de Pontões em atuação articulada, foram elas: Livro e Leitura, Griôs e mestres da tradição oral, Cultura Digital; somente o atendimento a estas 3 temáticas prioritárias já representaria o preenchimento entre 25 a 30 vagas. Também houve a necessidade estratégica de contemplar temáticas ou regiões historicamente alijadas de políticas públicas e que só puderam ser identificadas a partir do chamamento do edital e não antes; regiões como o sertão da Paraíba e o Cariri, Pantanal; temáticas como: artes para o desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual, TVs e Rádios comunitárias, teatro em comunidades, escolas de samba… Uma seleção inclusiva como esta foi resultado de um processo criterioso, independente e amplo. Também houve prazo regimental para impugnações e recursos de propostas que se julgaram prejudicadas, sendo que vários destes recursos foram acatados a partir da reavaliação da relevância e consistência das propostas apresentadas. Tudo muito transparente e com acompanhamento da consultoria jurídica do MinC, que avalizou edital e convênios.

    Outro argumento que se apresenta para a impugnação diz respeito à ordem de classificação dos contemplados. Alega-se que Pontões com menor pontuação foram conveniados na frente de outros com pontuação maior. Isto aconteceu entre 2010 e 2011, quando eu já não estava como secretário da cidadania cultural (saí do MinC em março de 2010) e cabe perguntar aos secretários que me sucederem (3 até o momento). Mesmo não sabendo o que motivou estes secretários a agirem deste modo, digo que este argumento não procede. Em primeiro porque o fato de uma entidade ser selecionada não se constitui em direito adquirido, e sim expectativa de direito, que só é consumada no ato do conveniamento. Entre a seleção e o conveniamento há um conjunto de etapas e procedimentos, vários deles fora da secretaria da cidadania cultural, diga-se. Há o ajuste do plano de trabalho, juntada de documentos, parecer técnico com diversas idas e vindas, verificação de condições de adimplência, empenho orçamentário, envio de minuta de convenio, assinaturas, novas verificações e parecer jurídico. Este procedimento leva vários meses e até mais de um ano. É assim que algumas entidades conseguem resolver seus trâmites e pendências com mais agilidade que outras. Por isso a ordem de publicação dos convênios não segue estritamente a ordem seleção, conforme pode-se verificar em diversos outros procedimentos do MinC e, acredito, em outros ministérios, inclusive. Como há um conjunto de selecionados e todos vão para processo de conveniamento (sem que o conveniamento de um exclua ou prejudique o de outro) este descompasso é corrigido no processo, sem que ninguém sinta-se ou seja prejudicado.

    Ainda sobre este argumento. Pode-se alegar que vários Pontões muito bem classificados estão com seu processo de conveniamento paralisado, enquanto outros com nota mais baixa tiveram o convenio efetivado e receberam o recurso. Novamente uma pergunta a ser feita aos secretários que me sucederam (pois como saí do governo pouco após a seleção, os poucos convênios de Pontão que assinei foram os de nota mais alta). Ressalto que estes Pontões mais bem pontuados e ainda não conveniados, são exatamente aqueles com temática na Ação Griô e Cultura Digital em software livre e licença creative commons, cabendo, sobretudo à atual administração do MinC, responder o porque desta discriminação, se é que houve. Todavia, mesmo que tenha ocorrido erro, imperícia, descuido ou discriminação por parte das gestões posteriores à minha, a equalização e conveniamento destes Pontões mais bem pontuados pode ser resolvida de imediato, uma vez que o edital ainda está em aberto e permite conveniamento.

    Outro motivo que pode estar gerando esta proposta de cancelamento do edital, mas que não é apresentado explicitamente pelo MinC, é o corte orçamentário. De 2009 para 2010 o orçamento do Cultura Viva saltou de R$ 140 milhões para R$ 216 milhões, comprovando que houve aumento orçamentário que deu base para ampliação dos selecionados, conforme previsto em edital. Se a gestão do MinC em 2010 cumpriu ou não este orçamento é uma outra questão, e cabe a eles responder (uma vez que eu saí do MinC logo no início de 2010), mas a base orçamentária havia. Em 2011 também havia lastro orçamentário, ocorre que houve o contingenciamento no orçamento dos ministérios e no caso do MinC determinou-se um corte de 65% no Cultura Viva, reduzindo-o para R$ 80,4 milhões. Claro que este orçamento era insuficiente até mesmo para o cumprimento das obrigações já contratadas com o programa. Para que se compreenda melhor: R$ 80 milhões asseguram apenas a transferência de recursos para o pagamento de 2.000 Pontos de Cultura em rede (há mais de 3.000). Sendo que o total de empenhos realizados em 2011 foi ainda menor, de R$ 72 milhões, ou 90% do total liberado, percebe-se o real motivo da inviabilização do edital. Nada mais sobrou para Pontões de Cultura (incluindo aqueles do edital de 2007, com convenio em andamento) e demais Ações do programa. Naquele momento o papel do gestor público, sobretudo da secretaria executiva, seria encerrar o edital, interrompendo novos conveniamentos, que iriam para arquivo. Ocorre que não o fez. Não sei se por inexperiência, imprudência ou desconhecimento das leis de responsabilidade fiscal e de diretrizes orçamentárias (é crime manter contratos em aberto sem a respectiva previsão orçamentária). O fato é que esta medida (encerramento do edital por indisponibilidade orçamentária) não foi tomada em 2011 e nem em 2012, pelo menos até o momento. Esta é a real razão, e não outra (ao menos imagino que não exista motivação de ordem política, de redesenho ou questionamento conceitual da relevância dos Pontões), que está inviabilizando o prosseguimento do edital dos Pontões.

    O que fazer diante de uma situação como esta?

    Aqui respondo na condição de idealizador do Cultura Viva e cidadão que se dedicou por seis anos pela construção deste programa que tantos benefícios tem trazido à Cultura brasileira e seu povo. Desnecessário dizer que a responsabilidade decisória é do gestor. A melhor medida seria o remanejamento interno do orçamento do MinC, assegurando ao Cultura Viva os recursos mínimos para o cumprimento de seus compromissos e manutenção de seu tamanho e formato, ao menos nos moldes de 2010, sem retrocessos. Calculo que seriam necessários em torno de R$ 200 milhões em orçamento total (um acréscimo de R$ 121 milhões no atual orçamento da SCDC), representando aproximadamente 10% do orçamento do MinC, algo bastante razoável para um programa desta relevância.

    Caso a direção do MinC decida por não adotar esta medida, há caminhos a tomar. Nenhum deles que indique o cancelamento do edital ou convênios em andamento. Menos ainda prevendo devolução de recursos. Isto representaria uma profunda quebra de confiança na relação do governo federal com a sociedade civil, além de quebra de contrato, com implicações legais em diversos sentidos (processos das entidades contra o governo; criminalização do movimento social; fim de mecanismos de articulação, capacitação e difusão na rede dos Pontos de Cultura, sem que o MinC tenha oferecido alguma alternativa e a própria destruição do que ainda resta de gestão compartilhada no Cultura Viva).

    Como solução intermediária e a bem do interesse público, pode-se adotar as seguintes medidas:

    a)   Publicação de portaria estabelecendo prazo de 15 ou 30 dias para que os demais selecionados apresentem toda sua documentação e plano de trabalho (com parecer técnico pela aprovação) para conveniamento. Após este prazo, os que não tiverem cumprido as exigências serão arquivados;

    b)  Visita técnica a todos os Pontões (se é que já não foi feito) a fim de verificar se estão cumprindo com suas funções de articulação (com incubação de novas entidades e futuros Pontos de Cultura, quando detectada a necessidade), capacitação e difusão na rede dos Pontos de Cultura. A critério do MinC pode-se pedir uma declaração dos Pontos de Cultura que se relacionam com o Pontão em questão, atestando o bom andamento dos trabalhos. Aqueles que não cumprirem com os princípios e conceitos básicos de Pontão, aí sim, terão o convenio encerrado (claro que se comprovarem a boa aplicação dos recursos, sem a necessidade devolução dos mesmos);

    Apenas com estas duas medidas, absolutamente simples e de boa governança, já será possível restaurar um ambiente de segurança entre os Pontões, que assim poderão prosseguir com seu indispensável trabalho. Alerto que caberá à alta direção do MinC prover uma pequena transferência interna de orçamento que dê suporte a estes compromissos; mas nada que um bom administrador não consiga resolver.

    Da minha parte, como cidadão comprometido com a Cultura e o povo brasileiro, coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento e orientação, torcendo para que as políticas públicas da Cultura encontrem um bom caminho.

    Célio Turino

     

    Postado em 07/03/12 por Pontao CNPdC/COEPi

     
  • Comissão-PdSC

    Comissão-PdSC 8 de March de 2012, às 10:51 Link permanente | Responder
    Tags: Redesenho do Cultura Viva,   

    REDESENHO DO PROGRAMA CULTURA VIVA – IPEA 

    Pontos Catarina!

    Segue o primeiro documento do Redesenho de Cultura Viva, com um link de um formulário para a participação dos Pontos e Pontões de Cultura:

    REDESENHO DO PROGRAMA CULTURA VIVA – IPEA

     

    Prezad@s Pontos e Pontões de Cultura,

     

    Dando início à interlocução entre o  Grupo de Trabalho do Redesenho do Programa Cultura Viva e os pontos e pontões, apresentamos a seguir, nossos objetivos, a metodologia de pesquisa, o cronograma inicial e as questões que iremos tratar em nossa primeira reunião temática, em 26 e 27 de março.

     

    OBJETIVOS

     

    Objetivo geral

     

    Realizar estudos que subsidiem o redesenho do Programa Cultura Viva considerando uma política e continuidade e aprofundamento a partir dos macros temas orientadores da nova gestão.

     

    Objetivos específicos

     

    1. Elaborar diagnóstico do Programa Cultura Viva com base nas pesquisas avaliativas realizadas pelo IPEA e nos Relatórios de Auditoria realizados pela Controladoria Geral da União;
    2. Desenvolver tipologia dos Pontos e Pontões;
    3. Problematizar e definir conceitos, princípios e estratégias orientadoras;
    4. Definir novo Modelo Lógico levando em conta a nova metodologia de planejamento empregada na elaboração do PPA 2012 – 2015;
    5. Analisar os marcos regulatórios do Estado com a sociedade desenvolvidos nos últimos anos;
    6. Elaborar sistema de monitoramento, acompanhamento e avaliação do Programa.

     

    METODOLOGIA

     

    O redenho do Programa prevê a criação de um grupo de trabalho intersetorial, garantindo ampla participação social no processo. O GT se reunirá periodicamente, conforme cronograma abaixo, em encontros presenciais e em diálogos virtuais, em um trabalho conjunto e colaborativo que visará atingir os objetivos do projeto, expostos acima.

    A Comissão Nacional dos Pontos de Cultura será responsável pela eleição dos 05 representantes de pontos e pontões de cultura que irão participar do GT, sendo necessariamente um representante para cada região do país, a fim de garantir a  diversidade cultural e territorial no GT. Os representantes dos Pontos e Pontões de Cultura no GT assumirão os compromissos descritos a seguir:

    • O representante será porta voz dos Pontos e Pontões de Cultura de sua região. Será sua incumbência recolher e sistematizar os resultados dos diálogos virtuais sobre conceitos e temas chaves no processo de discussão do redesenho do Programa Cultura Viva. O representante deve ter habilidade e disponibilidade para cumprir o objetivo de ampliar a participação dos pontos e pontões nesse processo de reflexão.
    • As questões do diálogo virtual serão discutidas e definidas conjuntamente pelo GT de Redesenho do Programa em encontros presenciais e virtuais. Estas questões serão disponibilizadas em plataforma virtual vinte dias antes dos encontros presenciais com os representantes do GT. As questões ficarão disponíveis para todos os Pontos de Cultura por um período de 7 dias. O representante regional terá 7 dias para sistematizar a contribuição dos Pontos de sua região e deverá enviar o documento síntese para o GT, pelo correio eletrônico, com 6 dias de antecedência do encontro presencial. Estas datas devem ser respeitadas rigorosamente, em função do prazo de conclusão da pesquisa do Redesenho do Programa Cultura Viva.
    • Para que as contribuições registradas nos documentos sistematizados possam ser cruzadas e integradas será necessário que o representante siga o modelo de sistematização que será disponibilizado no espaço de interlocução do GT.
    • O representante deverá ter disponibilidade para estar presente em três reuniões temáticas e dois seminários, conforme as datas do cronograma pactuado e, caso necessário, em reunião extraordinária.
    • Os diálogos virtuais serão dirigidos a reflexão sobre os seguintes temas: conceitos de rede, conceito e papel dos pontos e pontões, propostas de políticas de fomento; propostas para a utilização das redes como foco estruturante das ações dos pontos de cultura.

     

    Diálogos Virtuais

     

    Os diálogos virtuais são um espaço de participação social ampliada, que possibilitará que todos os pontos e pontões de cultura interessados em acompanhar e integrar a pesquisa Redesenho do Programa Arte Cultura e Cidadania – Cultura Viva possam fazer chegar ao GT suas contribuições. Antes de cada reunião temática e de cada seminário, questões serão disponibilizadas on-line e os pontos terão um prazo para respondê-las. A participação dos pontos de cultura é voluntária nesta etapa da pesquisa. Caberá aos representantes regionais dos pontos de cultura no GT sistematizar o acúmulo de sua região e disponibilizar ao GT um documento síntese 6 dias antes dos encontros presenciais.

     

    Grupo de Discussão e Sistematização on-line

     

    O GT terá um espaço virtual a fim de trocar mensagens, acessar e postar documentos, disponibilizar os formulários dos diálogos virtuais, organizados no googlegroups, no seguinte endereço: http://groups.google.com/group/redesenhoculturaviva.

    O correio eletrônico disponível para o projeto é redesenhoculturaviva@gmail.com.

     

    CRONOGRAMA

     

    Data

    Evento

    Local

    27/02 Definição dos representantes das instituições que compõem o GT Redesenho do Programa Cultura Viva ———
    06/03 1o. Diálogo virtual ———
    13/03 Final do prazo para participação dos Pontos ———
    19/03 Sistematização da participação dos Pontos – por região ———
    23/03 Prazo final para envio por e-mail do documento sistematizando a participação dos Pontos para a SCC/MinC. ———
    26 e 27/03 Reunião temática: Pontos, Pontões e redes MinC/Brasília
    02/04 2o. Diálogo virtual ———
    09/04 Final do prazo para participação dos Pontos ———
    16/04 Sistematização da participação dos Pontos – por região ———
    23/04 Prazo final para envio por e-mail do documento sistematizando a participação dos Pontos para a SCC/MinC. ———
    26 e 27/04 Reunião temática: política de fomento e ações MinC/Brasília
    30/04 3o. Diálogo virtual ———
    07/05 Final do prazo para participação dos Pontos ———
    17/05 Sistematização da participação dos Pontos – por região ———
    21/05 Prazo final para envio por e-mail do documento sistematizando a participação dos Pontos para a SCC/MinC. ———
    23,24 e 25 de maio Seminário Redesenho do Programa Cultura Viva MinC/Brasília
    Junho Reunião temática: fluxo e gestão da informação MinC/Brasília
    Reunião temática:
    Agosto Seminário Redesenho do Programa Cultura Viva MinC/Brasília

     

    QUESTÕES PARA REUNIÃO TEMÁTICA DE 26 E 27 DE MARÇO.

    As questões que serão debatidas na Reunião Temática estão disponíveis no link abaixo e todos os pontos e pontões estão convidados a respondê-las. Se houver dificuldade no acesso, basta solicitar a inclusão do e-mail ou nos contatar pelo e-mail redesenhoculturaviva@gmail.com

     I Diálogo Virtual

    https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dEktQU91UGhENFhGd1lNcUhmbXp5SEE6MQ

     

    Obrigado,

     

    Equipe IPEA Redesenho do Programa Cultura Viva

    Frederico Babosa, Maria da Glória Oliveira, Valéria Labrea, Sumaya Dounis, Mariana Oliveira.

     

    Redesenho do Programa Cultura Viva
    Grupo “redesenhoculturaviva” nos Grupos do Google.http://groups.google.com/group/redesenhoculturaviva?hl=pt-BR?hl=pt-BR

     

    Valéria Viana Labrea
                55 61 81789505

    http://lattes.cnpq.br/6887050565542692

     
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